Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
Amor na rede

É muito difícil falar de amor sem parecer piroso ou artificial. Falar de amor na rede amor sem rede é, para mim, muito limitativo. O grande contacto com a tecnologia, cá em casa, é o computador e o microondas. Este último aborrece-me. No primeiro, faço trabalhos, pesquisas na net e o blog, claro. E já é muito. Não uso msn, não estou inscrito no hi5 ou no Second Life... Não tenho nada contra estas ferramentas, nem contra quem as usa. Pessoalmente, ainda não senti nenhuma espécie de chamamento.

No passado sábado assisti à conferência Amor na rede, Amor sem rede?, integrado no Festival do Amor. Gostei bastante, especialmente da intervenção da Madalena Palma, sem qualquer desprimor para os outros. Tive a oportunidade de a felicitar no final – a sua exposição foi enternecedora. Veio mesmo do fundo da alma, revelando uma coragem e coração enormes. De resto, discutiu-se sobre relações que nascem, vivem e morrem na net, das ferramentas que se usam,... Lançou-se um desafio para que a discussão prosseguisse na net. Então, vamos lá: apenas posso falar da minha experiência pessoal. O Bom Gigante nasceu com o propósito de estabelecer uma ponte com os meus formandos, de modo a dar algumas indicações sobre a língua e cultura espanholas. Com o tempo foi-se tornando, pelo menos foi o meu objectivo, num espaço de discussão: falava-se sobre Beja, Portugal, Espanha... Um blog sem grandes pretensões e com poucos (mas bons!) visitantes. Quando foi criado já estava casado. A minha teia amorosa já estava montada. Contudo, graças ao blog pude conhecer novas pessoas e olhar para o mundo de um modo diferente. A começar por casa. O blog não foi um modo de conhecer a minha mulher, mas foi um meio de aprofundar o que sinto por ela. Que fique claro, não há para mim nada que substitua o toque da pele, a carícia, o beijo,... O amor incondicional que sinto por ela é único e cada vez maior. O blog foi uma maneira que tive e aproveitei e continuo a aproveitar para exteriorizar o que sinto por ela. Falo de um blog como poderia falar de outro meio. A net pode ajudar a cimentar e a melhorar o que já existia antes.

Continuando a falar de experiência pessoal, também poderia falar do amor que se sente por elementos da nossa família – a mãe, o pai, filhos, pessoas que já não estão entre nós... Relativamente a este último ponto, o blog tem servido para “exorcizar” alguns fantasmas. Só tenho pena de não ter dito mais vezes àqueles que partiram que os amava muito. Essa é uma pecha que a tecnologia ainda não ajudou a ultrapassar...


publicado por Ricardo Cataluna às 18:01
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8 comentários:
De RCataluna a 7 de Outubro de 2007 às 22:50
h:

Muito obrigado!

Abraço!


De H a 4 de Outubro de 2007 às 22:13
Muito bonito o texto!


De RCataluna a 4 de Outubro de 2007 às 21:11
lumife:

Muito obrigado! Esteja à vontade!

Abraço!


De Lumife a 4 de Outubro de 2007 às 19:34
Li e gostei muito das suas palavras. Voltarei pois hoje ando numa corrida...

Abraço


De RCataluna a 4 de Outubro de 2007 às 09:29
todos:

Muito obrigado pelas vossas palavras! Haveria muito mais para dizer. Espero que a discussão prossiga na net, pois é muito pertinente!

Um abraço!


De Trequita a 3 de Outubro de 2007 às 19:46
Durante muito tempo senti-me triste com a partida de uma pessoa da minha família que faleceu nos meus braços...principalmente por, naquele momento, não lhe ter dito que a amava. Hoje acredito que a minha simples presença ao seu lado foi suficiente e que o amor não necessita de palavras.
Adorei o teu post.
bjokitas


De daplanicie a 3 de Outubro de 2007 às 12:48
Um linda declaração de amor incluída numa refelxão muitíssimo pertinente sobre o mundo virtual que muita gente tende a confundir com o real. Um óptimo post!
Cumprimentos


De Zig a 2 de Outubro de 2007 às 20:54
Nesse dia não pude ir ao Pax Julia, pelas razões conhecidas.

Blog, pois. No meu caso, criei-o precisamente para uma certa senhora ver! Nunca soube se ela realmente o visitou, ou não! Essa paixão platónica já me passou, e hoje em dia tenho bastantes visitantes que espreitam o blog, sem o comentar. Ainda no outro dia, alguém me o confirmou que o faz, já que não sei quem é que me visita. Havia meios para descobrir, a net tem ferramentas para isso. Mas para quê? Para depois descobrir que uma certa senhora (diferente da primeira...) não o visita? Prefiro não verificar! Prefiro ficar nessa dúvida....


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