Sábado, 27 de Dezembro de 2008
Factos e Figuras 2009

Figura Internacional do Ano

De longe, Barack Obama. O primeiro Presidente Negro da História dos EUA, gerou um consenso (quase) planetário. Contudo, desenganem-se os mais esperançados. A Mudança não será tão radical como julgam. Creio que será um mandato mais virado para dentro, com gente muito experiente (Hillary) a manobrar na cena Internacional. No essencial, não haverá grandes inflexões na política externa Americana.

 

Figura Nacional do Ano

A Ministra da Educação foi, porventura, o elo mais fraco deste Governo. Depois da saída de Correia de Campos, Sócrates viu em Maria de Lurdes Rodrigues o seu selo de legitimidade e autoridade políticas. Um dos grandes méritos da Ministra foi ter introduzido aspectos que eram importantes para o Ensino: aulas de substituição, obrigatoriedade do Inglês, etc...

Porém, esqueceu-se que é impossível reformar o Ensino contra uma classe em peso (recordem-se as duas grandes manifestações dos professores). No meio da paranóia tecnológica (Magalhães), a implementação do facilitismo (lembrem-se dos exames), a indisciplina, a arrogância e desdém com que fala, não deixam grande margem de manobra para a Ministra. A sua sorte é Mário Nogueira, que, sendo tão radical como ela, acaba por lhe dar espaço para exercer o seu cargo.

 

Figura Regional do Ano

Aqui estive indeciso. Vou escolher Francisco Santos. O Presidente da Câmara tem continuado as politicas de Carreira Marques. De mud@nça (lembram-se?) trouxe muito pouco. Infelizmente. Este ano de 2009 adivinha-se difícil. Não há muito dinheiro para gastar e Pulido Valente será um adversário de peso. Valha a máquina do PCP que é muito boa em tempos eleitorais, tanto na propaganda, como na distribuição de benesses.

 

Facto Internacional do Ano

Libertação de Ingrid Bettancourt. Pode não ser a escolha óbvia para muita gente. Mas foi importante para relembrar que não se deve ser complacente, nem desistir de lutar, contra formas não democráticas de exercer o poder. Os Direitos Humanos devem prevalecer sobre qualquer forma de realpolitik.

 

Facto Nacional do Ano

Fui contra a nacionalização do BPN e continuo a ser. Cada vez estou mais convencido de que se tratou de uma maneira de encobrir casos de polícia, injectando milhões de euros (que não temos) para pagar devaneios e incompêtencias. O Bloco Central tem muitas responsabilidades nesta matéria - do Governo ao Banco de Portugal. Trata-se de um banco pequeno no mercado nacional (tal como o BPP). Nos Estados Unidos faliram dezenas de pequenos bancos. 

Importa realçar que  os Bancos continuam a dificultar o acesso ao crédito, apesar das benesses do Estado. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Congresso Americano têm manifestado grande preocupação (para ser simpático) pelo facto de algumas instituições financeiras estarem a usar o idnheiro injectado pelo Congresso para comprar outras instituições, em vez de ajudar a Economia real. Oxalá isto não aconteça em Portugal. É bom que Constâncio esteja atento.

 

Facto Regional do Ano

O Colóquio "A Desertificação do Interior" reuniu figuras de primeira linha para discutir um assunto que diz respeito a todos. Foi um contributo muito útil e que merece ser aprofundado e discutido com seriedade e visão. Já agora, este colóquio foi organizado por um blog. Nem mais. Num momento em que se discute a viabilidade da blogosfera (com algum catastrofismo excessivo à mistura), foi um blog que conseguiu reunir estas pessoas e colocar o assunto na agenda mediática. Parabéns João!



publicado por Ricardo Cataluna às 15:44
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4 comentários:
De João Espinho a 27 de Dezembro de 2008 às 19:39
Obrigado, Ricardo, por esta distinção.
Um abraço.


De Ricardo Cataluna a 27 de Dezembro de 2008 às 21:43
@joão:

Não tem que agradecer!

Um abraço e bom ano!


De Filipe Marques a 8 de Janeiro de 2009 às 00:14
De facto houve e ainda há uma batalha grande na educação, mas a ministra de educação não é o elo mais fraco do governo. Acabei o secundário à pouco tempo, e do caminho que percorri apanhei sempre muitos maus professores. Não tinham vontade, tinham mais que fazer, não se preocupavam, muitos não davam negativas par não terem que fazer relatórios, cheguei a ter um que saia mais cedo para ir à pesca. Este estatuto de docente só os foi meter a trabalhar, e porque é a avaliar que uma pessoa melhora, nada melhor que melhorar a qualidade de ensino. A verdade é que já ninguém pode ouvir o líder da fenprof, que manifesta-se por cada passo que a ministra dá.


De Ricardo Cataluna a 9 de Janeiro de 2009 às 10:49
@filipe:

Importa, em relação aos professores, como com outras classes, não meter tudo no mesmo saco. Também tive professores que deviam ser proibidos de dar aulas. Mas devemos proteger os que são bons.

É impossível fazer uma reforma contra uma classe em peso. O maior seguro de vida da Ministra é o sr. Nogueira. Só alguém com posições tão extremadas como ele defende pode garantir-lhe sobrevivência política (da ministra). Foi pena que as posições se tivesses extremado tanto. Agora não há volta atrás...


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