Sábado, 30 de Outubro de 2010
Escolas matam a criatividade?

Vi este vídeo no Facebook do meu amigo Zé e não resisti a partilhá-lo convosco. Será que a escola está a matar a criatividade? Vejam o vídeo e perceberão que o nosso sistema de ensino está a cometer os mesmos erros. Repare-se, por exemplo, no desinvestimento que é feito nas Humanidades e Artes. Há espaço para tudo e para todos - a diversidade é essencial para combater os desafios do futuro.



publicado por Ricardo Cataluna às 16:30
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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
Facilitismo

Esta história da professora que foi castigada por reprovar mais de metade dos alunos, tem muito que se lhe diga. Se fossem fazer isso em muitas faculdades, haveria corpos docentes que seriam drasticamente reduzidos. Não conheço pormenores do caso, mas seja como for isto não deixa de ser preocupante. Reprovar (ou reter como os paladinos do eduquês preferem) não representa o fim do mundo. É uma questão de justiça, de beneficiar quem trabalha e quem se esforça. Infelizmente, o facilitismo presente no nosso sistema de Ensino não tolera a reprovação. Mais, vê a reprovação como uma aberração inconcebível. Quem a advoga deve ser eliminado? Então o que é que os professores andam a fazer? São meros funcionários administrativos? Entertainers dos alunos? O pior disto tudo é que este facilitismo alastra-se ao resto da sociedade: achamos que temos direito a tudo, não questionamos, limitando-nos a querer e a exigir sem ter ideia do trabalho (a sério) que é preciso para alcançarmos o que queremos.



publicado por Ricardo Cataluna às 23:18
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Segunda-feira, 31 de Maio de 2010
Assobiar para o lado...

Mais uma vez, a culpa não é de ninguém. A desresponsabilização é um dos cancros do Ensino em Portugal, e não é só relativamente à indisciplina.



publicado por Ricardo Cataluna às 23:07
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010
A culpa morre sempre solteira...

As conclusões do inquérito realizado pela Inspecção-Geral de Educação sobre a morte de Leandro já foram tornadas públicas. O resultado final não surpreende: neste tipo de situações, o sector da Educação revela um corporativismo total. A culpa nunca é de ninguém. Persiste-se na ocultação dos problemas. Porque é que há medo de encarar as coisas de frente?



publicado por Ricardo Cataluna às 17:53
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Sábado, 13 de Março de 2010
Questão que parece passar ao lado

O suicídio de um professor de uma escola de Sintra, facto que só foi amplamente divulgado esta semana, tem passado ao lado da discussão pública. Há alguns pontos que merecem ser discutidos.

 

1. Esta história foi, em primeiro lugar, dada a conhecer num blog, creio que do Paulo Guinote. Por que motivo é que levou mais de um mês a ser tratado nos Media tradicionais?

 

2. Porque é que quando há estes casos, as escolas se fecham a sete chaves e se escondem atrás de comunicados pífios e inquéritos que não vão dar em nada?

 

3. Sabe-se que o professor em causa não teria estofo psicológico para dar aulas. Provavelmente já estaria fragilizado. Mas o que é certo é que o clima de indisciplina é reinante. Razão tem o Medina Carreira: até podíamos por um Professor Catedrático a dar aulas a uma turma indisciplinada que não dava conta daquilo.

 

4. Porque é que é muito complicado dar seguimento a participações disciplinares? Os professores têm medo dos pais?

 

5. Existe um problema de indisciplina nas escolas, isto para não falar do facilitismo. Alargar a obrigatoriedade do ensino para o 12º ano só vai criar mais problemas, ao incluir jovens que não querem estar na escola, bem como nivelar o ensino (ainda mais) por baixo.

 

6. Haverá vontade política em reconhecer os professores como autoridade pública, com tudo o que isso acarreta?



publicado por Ricardo Cataluna às 17:01
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Domingo, 7 de Março de 2010
Argumentos contra a escolaridade obrigatória até aos 18 anos

Para ler aqui.  



publicado por Ricardo Cataluna às 19:08
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010
Qualquer um pode dar Espanhol?

Falo com o à vontade de quem nunca deu aulas no ensino oficial, nem quer dar. 

Como sabem, o ensino do Espanhol tem aumentado de forma significativa no nosso país. O número de alunos aumentou muito e a formação de professores na área ainda é muito recente. Licenciei-me na Faculdade de Letras em Português/Espanhol, tendo consciência de que nunca quis dar aulas. Dou formação, o que, apesar de tudo, ainda tem muitas diferenças em relação ao ensino oficial. Contudo, não posso deixar de exibir o meu espanto (expressão simpática) perante a quantidade de professores de Espanhol que apareceram de um momento para o outro. Parece que um professor de História, por exemplo, se provar que tem formação de Espanhol (um curso do Espanhol ou um semestre na faculdade são suficientes) pode ultrapassar um professor muito mais especializado e formado naquela área. Institucionalizou-se a ideia de que o Espanhol é "uma treta" e é bastante fácil. Nada mais errado. Quem estudou Espanhol a sério sabe que as coisas não são assim. Espero que o Minsitério da Educação tome uma posição sobre este assunto. Isto não acontece, pelo menos a esta escala, com mais nenhuma disciplina. Já chega de nivelar o ensino por baixo. 



publicado por Ricardo Cataluna às 23:29
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
As experiências...

... no sistema educativo em que é regra a desautorização permanente do professor dão azo a isto. Mais do que criticar ou louvar esta medida, importa saber como foi possível chegar a este ponto.



publicado por Ricardo Cataluna às 12:29
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010
The Harlem Children's Zone

Muito interessante este vídeo do 60 Minutes. Fala de um centro educativo para miúdos desfavorecidos de Harlem. O objectivo é dar a estas crianças uma educação de excelência, só ao alcance das classes média e alta norte-americanas. Podemos não concordar com os métodos ou algumas das coisas que são ditas, mas o que interessa reter é: quem entra naquele centro tem todas as ferramentas à sua disposição, e só tem de retribuir alcançando  os objectivos académicos, sendo que o principal é ir para a Universidade. Isso é possível com rigor, disciplina, programas adequados, e uma classe docente motivada, ou seja, muitas das coisas que não temos em Portugal.

Enquanto o Ministério da Educação continuar a tratar, em exclusivo, da carreira dos professores e não se focar no que é importante, não passaremos da cepa torta. Esta história demonstra que, para incluir os mais desfavorecidos no sistema de ensino, não é necessário tratá-los como idiotas e nivelar por baixo.

 


Watch CBS News Videos Online



publicado por Ricardo Cataluna às 11:04
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