Quarta-feira, 9 de Agosto de 2006
Ir à Caixa Geral de Depósitos - Essa aventura...
Esta manhã recebi uma notícia que me deixou em pânico. Tinha de ir ao balcão de Beja da Caixa Geral. Já sabia que para pagar as minhas propinas tinha de me dirigir lá. Trata-se de uma operação que se faz em dois minutos. Levei 70 minutos para ser atendido e até tive sorte! 70 minutos em que poderia ter feito coisas bem mais interessantes: podia ter ido passear, trabalhar em coisas importantes, até doar um dos meus próprios rins (sim! até isso me parece mais interessante).
Eles têm um novo sistema de atendimento. Antigamente era por ordem de chegada, agora tem de se tirar uma senha de acordo com o serviço que pretendemos. É muito inteligente. O desespero das pessoas é tal que acabam por se ir embora. Os que chegam mais tarde acabam por esperar menos tempo, por culpa dos desistentes que pensam, em vão, ser atentidos mais depressa num outro dia. Brilhante! Em vez de levarmos 2 horas para ser atendidos levamos só uma. E os funcionários têm menos possibilidades de espalhar a sua "antipatia" (com honrosas excepções).
Também tive de tratar de um problema com a caderneta da minha mãe. Quando passei a caderneta ao funcionário este disse: Como é que eu sei que esta senhora é sua mãe? Fruto do ar inquisitorial/policial ainda pensei em armar uma cena tipo CSI em que dava um cabelo meu ou passava um cotonete pela minha boca para ver que o meu ADN correspondia. Mas isso era muito rebuscado. Bastou mostar o B.I..
Uma sugestão. Parece que tem havido uma séria de problemas na piscina. E se enviássemos para lá alguns funcionários da Caixa, liderados pela mítica e temível senhora das fotocópias? Era remédio santo...

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publicado por Ricardo Cataluna às 15:58
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8 comentários:
De Cruzeiro a 10 de Agosto de 2006 às 22:22
70minutos é uma boa média. :-)
A caixa geral tem dos piores atendimentos que já vi, funcionários mal formados, que deviam estar lá para prestar esclareciomentos e dar informações e sabem menos que eu que não sou empregada bancária, são na grande mairia arrogantes, antipáticos, e parece que estão sempre a fazer um grande favor...tive conta lá em tempos, mas desisti, não tinha paciencia!


De Chico a 10 de Agosto de 2006 às 11:31
Não podemos culpar exclusivamente os funcionários quando a organização funciona mal.
É evidente que bons e maus profissionais podem ser encontrados em todas as instituições, sejam elas privadas ou públicas.
Mas eu sei que, para quem está do lado de fora, é fácil sucumbir à imagem populista e estereotipada do "servidor do Estado".
O problema é estrutural e só pode ser resolvido a partir da cúpula.
Os funcionários cumprem ordens e são obrigados a trabalhar no âmbito da estrutura que foi criada pelas "cabeças pensantes". São o elo mais fraco, mesmo quando se trata de autênticas "bestas".
Sem querer branquear ou desculpabilizar o comportamento dos maus funcionários, não posso deixar de referir a má-fé de muitos utentes, muito ciosos dos seus direitos, sempre prontos para criticar, mas sem capacidade ou vontade para contribuir no sentido de melhorar a Administração, que é de todos nós.
Não posso esquecer a infinita paciência, dedicação e competência de funcionários exemplares que, perante situações mirabolantes, conseguem manter a calma e resolver os problemas de utentes que, muitas das vezes, antes de os quererem ver resolvidos, pretendem meter "pedras na engrenagem".
Mais informo V. Ex.ªs que a "senhora das fotocópias" não é funcionária pública.

E agora que já defendi a "minha dama", vou comer qualquer coisa.

Saudações a todos.


De O Restaurador a 10 de Agosto de 2006 às 09:04
Celtiberix, como por lhe agradecer as palavras elogiosas que me dirigiu e por dar a mão à palmatória, ao ter generalizado na questão dos funcionários de estado, pois como em todo o lado, há bons e maus funcionários.

Tem também toda a razão ao referir que por vezes os clientes não ajudam dirigindo-se ao balcão para levantar 20 ou 30€ podendo para o efeito utilizar as máquinas multibanco. Quanto às privatizações, não nos esqueçamos que o Estado não deixou de nas mesmas de ou ter um posição de sócio maioritário ou então um estatuto especial para as decisões que são tomas dentro da sociedade. Isto também que significa que os funcionários das referidas empresas dispõem dos meus direitos de funcionários de estado. Para os particulares que investem é sempre significado de lucro, para os funcionários é significado de lugar de trabalho seguro...

Mais uma vez não quero generalizar, até porque recentemente no Centro de Emprego da Covilhã fiquei supreendido pela simpatia, atenção e disponibilidade dos seus funcionários, mas infelizmente são as maiorias das vezes em que saio desiludido do atendimento de uma instituição pública.

Espero ter conseguido explicar um pouco a minha opinião :-)

Abraço!


De Zig a 10 de Agosto de 2006 às 00:19
Evito sempre de ter que ir ao banco, não esse porque não tenho lá conta. É frustrante, e em muitos casos, não há alternativas....


De celtiberix a 9 de Agosto de 2006 às 23:35
Que me desculpe o Restaurador (com letra grande, pela consideração que me granjeou pelo que lhe tenho lido), mas essa de "funcionários do estado" bate um bocadinho ao lado; será como dizer que o calceteiro, porque trabalha para a câmara, é funcionário do estado. A CGD é desde Setembro de 1992 uma S.A. cujo capital é, até ao momento, única e exclusivamente detido pelo estado, há uma pequeeeena diferença. Quanto à privatização, sei bem de instituições que o foram e está bem à vista o resultado em algumas, que não todas; donde poderemos concluir que não será essa a questão. Sei que é bem fácil mandar as culpas para "aquele gajo ali, tás a ver? o que é que anda a fazer com um papel na mão dum lado para o outro?" quando até são propostas alternativas por parte das instituições; alternativas estas que muita gente não quer acolher porque "o quê? eu tenho o direito a ser atendido por uma pessoa e não por uma máquina", ou seja, o funcionário agora JÁ É pessoa, mesmo quando aquele indivíduo apenas quer levantar vinte ou trinta euros e para isso não esperaria mais que uns cinco minutos se fosse à maquina.Mas olhe que isto que estou a referir não é só na banca, é em qualquer balcão de qualquer instituição.
Um abraço e quero continuar a lê-lo.


De Abade.anacleto a 9 de Agosto de 2006 às 20:27
Cataluna, por amor de Deus! Eu nem acredito! Tu foste à caixa e conseguiste ser atendido em 70 minutos??!! Seu sortudo! Tens de me ensinar a técnica.(risos). Já faço de tudo para não pôr lá os pés e confesso que a Caixa On-Line me tem ajudado bastante. Escreveste um excelente texto (como siempre). A antipatia de alguns funcionários deriva do facto de se acharem mal pagos. Talvez devessem olhar para quem atendem e que tantas vezes está em situações muitíssimo mais complicadas. Talvez se tornassem mais compreensivos (exceptuam-se as tais honrosas excepções que existem).
Um abraço.


De O Restaurador a 9 de Agosto de 2006 às 16:50
Bem quanto às piscinas não sei, mas quanto à CGD em 70 minutos tiveste sorte... Por vezes só tenho é vontade de levar a cadeira de campismo e a geleira e uns bons livros, pois com o tempo que lá estou (estamos) à espera dá para isso e muito mais!

Funcionários de estado já se sabe como é, se a CGD fosse privatizada os seus funcionários iriam sofrer muito... Até tou a ter algum prazer só de pensar nisso...

Abraço!


De nikonman a 9 de Agosto de 2006 às 16:45
"temível senhora das fotocópias2

eu tenho que ir conhecer essa senhora. ai vou vou!


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