Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
A "comperativa" strikes again...

Já tinha escrito sobre as minhas experiências na Cooperativa do Proletário Alentejano. Devo dizer que frequento aquele espaço com muita frequência. Sou adepto da qualidade dos seus produtos e do espírito familiar com que somos recebidos.

Gosto daqueles momentos bem portugueses e alentejanos. Agora foi na peixaria. Gosto das senhoras que se metem encostadas em cima do peixe (com o gelo a sujar as camisolas), a verificar o grau de qualidade do mesmo - Meniná, o pêxe é d' oje, né?!  A partir de uma determinada altura as coisas aquecem, quando o atendimento fica mais lento com a catadupa de pedidos. A tensão cresce  a olhos vistos. Olhá 'quela, farta-se de pedir pêxe, com a mania qué rica! - diz uma das senhoras com o olhar. Não faz mal, quando chegar a sua vez vai pedir ainda mais peixe que a cliente anterior. Só pra nã se ficar a riri! O pior momento é quando alguém toca no peixe. Pior, toca no peixe que queríamos comprar. Os olhos fulminam essa alma que teve o gesto mais infeliz da humanidade desde a criação do penteado do Paulo Bento. A respiração pára por breves instantes e eu já imagino uma luta com o peixe, ao bom estilo das histórias do Asterix. Contudo, as coisas acalmam quando a máquina apita com o nosso número. Próóóximo!


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publicado por Ricardo Cataluna às 11:59
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2 comentários:
De zig a 28 de Maio de 2008 às 17:52
É uma loja com características muuuito próprias...


De Ricardo Cataluna a 29 de Maio de 2008 às 18:22
@zig:

Dava para fazer um festival de histórias!


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