Domingo, 29 de Junho de 2008
A Deseducação

O ministério da Deseducação perdeu toda a vergonha e assumiu finalmente que o objectivo é passar gente sem saber ler nem escrever. Criar uma geração igualitária na mediocridade, devidamente nivelada pelo pior, em que o melhor aluno é a verdadeira aberração a abater, e o mau aluno a finalidade de todo o sistema.

Via Atlântico


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publicado por Ricardo Cataluna às 12:37
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10 comentários:
De daplanicie a 29 de Junho de 2008 às 14:19
Estamos a criar um país de ignorantes, é o que é. E vivam as estatísticas de sucesso...falso!
Cumprimentos


De Ricardo Cataluna a 29 de Junho de 2008 às 15:09
@daplanicie:

Exactamente! E vamos pagar um preço bem caro!!

Ah, é verdade. A tal novidade era o podcast.

Cumprimentos e boa semana!


De daplanicie a 29 de Junho de 2008 às 16:46
Ainda bem que me disseste pq há pouco qd aqui estive tinha o pc sem som e, distraída como sou, nem dei por nada. Agradou-me muito o bom gosto musical :-)


De Ricardo Cataluna a 29 de Junho de 2008 às 18:08
@daplanicie:

Muito obrigado! Ainda bem que gostou:) Mas ainda tem muitas coisas para aperfeiçoar...


De goiaba a 1 de Julho de 2008 às 16:14
Lamento discordar. Quando os exames de Matemática eram "difíceis" e "cortavam as pernas" dos candidatos ao Ens. Superior, era injusto. Agora que os exames do 12º ano se ajustaram aos programas do Ens.Secundário e não às exigências do Ensino Superior, não prestam~, são "fáceis". E quanto aos exames do Ensino Básico eles servem, tal como os primeiros, para ver o que os alunos sabem e não para medir o que não sabem.
A comunicação social e os comentadores embarcam facilmente nas opiniões dos gurus de serviço . Agora é Nuno Crato e outros que o seguen da Sociedade de Matemática, boa representante do Ensino Superior e dos seus interesses.
As provas foram mais adequadas aos programas, os alunos dispuseram de muita prova tipo e os professores perceberam o "estilo" das perguntas e adequaram a aprendizagem ... O que é que está mal?


De Ricardo Cataluna a 1 de Julho de 2008 às 16:43
@goiaba:

O que está em causa é, mais do que uma questão técnica, uma questão política. Não se pode, por um lado, ter um discurso de exigência e de necessidade de mais e melhor formação e, por outro lado, fazer, na prática, exactamente o contrário. Além do mais, de que vale ter cada vez mais licenciados e cada vez mais candidatos ao emprego se estes estão, notoriamente, cada vez mais mal preparados? Só para alimentar estatísticas?


De goiaba a 2 de Julho de 2008 às 21:37
As opiniões sobre as provas de exame são realmente políticas. Se fossem técnicas bastava comparar as questões de, por exemplo, as provas dos 6º e 9º anos para se verificar que a "simplicidade" está no texto das questões que eram, muitas vezes, distractores dos conteúdos. Mesmo assim essa simplificação de textos não se reduziu completamente. A Geometria é mais simples - talvez. Mas a verdade é que os alunos não podem "pagar" pela forma como se ensina pouco e mal essa matéria.
O que no fundo lamento é que haja quem fale sobre tudo ( e sinceramente não me quero referir a si), quem comente sempre com um propósito : dizer mal de quem tem de tomar decisões. Pode parecer que estou a "tomar partido" mas sempre tentei apoiar medidas educativas de esquerda ou direita desde que me parecessem justas. Esta ofensiva contra o ME parece-me exagerada e a Sociedade Portuguesa de Matemática conseguiu ter voz - coisa que ainda não tinha conseguido, quem sabe se por falta de mérito ...


De Ricardo Cataluna a 2 de Julho de 2008 às 23:52
@goiaba:

Antes de mais, devo dizer que acho salutar a divergência de opiniões, desde que sejam colocadas com elevação, como é o caso!

Devo dizer que concordo, genericamente, com muitas das medidas do ministério, à excepção das últimas sobre o ensino especial. Concordo com aulas de substituição, inglês para os miúdos, as apostas nas novas tecnologias, etc... É impossível não concordar com isto. Discordo, frontalmente, dos métodos. Métodos esses que são usados para obter dividendos políticos. Eu sei que parece demagogia, mas não se podem obter melhorias drásticas e SÉRIAS em 4 anos. Nesse sentido, não posso concordar com a diminuição do grau de dificuldade dos exames porque, como disse a directora da DREN, os alunos têm o "direito ao sucesso". Eu acho que devem ter o direito ao ensino e o dever de se esforçarem e serem exigentes consigo mesmos. É esse o espírito que devemos aplicar nas escolas.
Na mesma medida, não se podem fazer reformas para agradar a todos, mas não se podem colocar uns contra os outros. E isso pode ser muito prejudicial a médio e longo prazo. No ensino não se pode "dividir para conquistar", como tem feito o ME:


De goiaba a 3 de Julho de 2008 às 17:20
Aceito que possa ter razão relativamente a processos de "divisão para reinar". Também estou de acordo com várias medidas, entre elas as que mencionou, e discordo de outras ( os professores titulares por exemplo). Estive 40 anos nas Escolas, por vezes com muitas responsabilidades, mas estou fora delas há dois anos e não sinto na pele os quotidianos que sei, têm sido difíceis. Mas quanto ás provas de exame ... Há muito pouca interferência política na sua elaboração e também sei que Sociedade de Matemática foi consultada e nada teve a objectar.
Também gosto de confrontar ideias diferentes. É sempre possível aprender, reflextir e aceitar outras "verdades". Obrigada pelos seus comentários. Continuarei a concordar ou a discordar ...


De Ricardo Cataluna a 5 de Julho de 2008 às 00:46
@goiaba:

Não sou professor, nem quero ser, mas sou filho de uma professora recentemente reformada e só tenho pena que as pessoas não tenham noção do quão difícil é ser professor neste país. Aliás, parece-me ser cada vez mais difícil, para não dizer impossível.
É sempre um prazer tê-lo por cá!

Bom fim-de-semana!


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