Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
O quintalinho
Basta ir a uma livraria, ler suplementos de cultura dos jornais, ler revistas da especialidade, para perceber que o panorama cultural em Portugal é muito cinzento e, sobretudo, muito restrito. Os nomes que aparecem são, invariavelmente, os mesmos. E não creio que seja um fenómeno de agora.
A cultura em Portugal sempre foi conotada com a esquerda e esta nunca se fez rogada. Faz gala em ser culta. Para além da superioridade moral, temos de levar com a suposta superioridade intelectual. E a direita? Essa, aos olhos da esquerda, será sempre o monstro do capital com a sensibilidade de um elefante numa loja de porcelanas.
Existem em Portugal magníficos intelectuais de esquerda e de direita. Tanto se me dá que sejam de uma determinada área política. O que me faz espécie (termo ostensivamente pouco culto, que horror!!) é que estejam agarrados a dogmas e a conceitos que não fazem qualquer sentido nos dias de hoje. E pior: que a esquerda cultural revele os mesmos defeitos que encontra na direita - a intolerância pelo que é novo, o cinzentismo, a aversão ao risco e à diferença.
Já agora, aconselho a leitura deste texto, sobretudo a segunda parte.


publicado por Ricardo Cataluna às 08:46
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