Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
DIOSA
Dormida sobre el tigre,
su leve trenza yace.
Mirad su bulto. Alienta
sobre la piel hermosa,
tranquila, soberana.
¿Quién puede osar, quién sólo
sus labios hoy pondría
sobre la luz dichosa
que, humana apenas, sueña?
Miradla allí. ¡Cuán sola!
¡Cuán intacta! ¿Tangible?
Casi divina, leve
el seno se alza, cesa,
se yergue, abate; gime
como el amor. Y un tigre
soberbio la sostiene
como la mar hircana,
donde flotase extensa,
feliz, nunca ofrecida.
¡Ah, mortales! No, nunca;
desnuda, nunca vuestra.
Sobre la piel hoy ígnea
miradla, exenta: es diosa.
Vicente Aleixandre



publicado por Ricardo Cataluna às 12:12
link do post | comentar | favorito

3 comentários:
De RCataluna a 11 de Novembro de 2007 às 00:11
zig:

É "bueno":) Gostei do toque espanhol!

Abraço!

lumife:

Vicente Aleixandre é um grande escritor que descobri muito recentemente.

Abraço!


De Lumife a 9 de Novembro de 2007 às 11:39
Com um pouco de boa vontade porque não entendo totalmente esta língua compreendi este poema e gostei muito.


Um abraço


De Zig a 9 de Novembro de 2007 às 00:05
Muy boeno!


Comentar post

Contacto
Mail
O meu perfil
pesquisar
 
Posts Recentes

Ponto final

Vindo de quem vem, é supo...

Guia de resgate

Este vai longe...

Fim do terror (?)

Dose Dupla:Soundgarden/Ni...

Blog novo

Espírito de Exigência

Em exibição

Dose Dupla: R.E.M (Mais v...

Arquivos
tags

todas as tags

Favoritos

A Inquisição voltou. Nós ...

Links
subscrever feeds