Terça-feira, 1 de Agosto de 2006
O fim da era Fidel? Não sei...
Foto: El Mundo
O líder cubano Fidel Castro foi obrigado a delegar os seus cargos políticos no seu irmão mais novo Raúl, ministro da Defesa. De acordo com um comunicado transmitido pela televisão cubana, Castro, de 79 anos, sofreu uma hemorragia intestinal e teve de ser submetido a uma complicada operação cirúrgica.
Esta cirurgia obriga o Presidente cubano a afastar-se temporariamente dos cargos que ocupa, devendo permanecer várias semanas em repouso. Segundo o comunicado, escrito à mão e assinado pelo próprio Castro, a operação "obriga-me a permanecer várias semanas de repouso, alheado das minhas responsabilidades e cargos".
Pela primeira vez na história da revolução cubana, Fidel Castro delegou com carácter provisório as suas funções como primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, presidente do Conselho de Estado e comandante chefe no seu irmão Raúl, designado como o seu sucessor legal segundo a Constituição cubana.
Os restantes cargos ocupados pelo líder cubano foram delegados noutros membros do governo e do gabinete político do Partido Comunista de Cuba. A saúde ficará provisoriamente a cargo do ministro José Ramón Balaguer e a Educação será gerida por Ramón Machado Ventura e Esteban Lazo Hernãndez, todos eles membros do gabinete político do Partido.
O vice-presidente, Carlos Lage, vai ocupar-se da política energética e vai supervisionar os fundos destes três programas, considerados prioridades da revolução, juntamente com Francisco Soberón, presidente do Banco de Cuba, e o chanceler, Felipe Pérez Roque.
Fonte: Sic
http://www.elmundo.es/especiales/2006/08/internacional/cuba/index.html


publicado por Ricardo Cataluna às 22:42
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7 comentários:
De RCataluna a 3 de Agosto de 2006 às 18:12
Chaparro, Abade e Zig:

Mudar para ficar tudo na mesma!

Um abraço!


De Zig a 3 de Agosto de 2006 às 02:33
Um fóssil substitui outro fóssil....


De Abade.anacleto a 3 de Agosto de 2006 às 00:37
Bom, o Fidel já bateu o recorde do Salazar. Deve pensar reformar-se aos 145 anos. Agora lá vem o Raul na sucessão dinástica. Enquanto ele não morrer nada mudará em Cuba.
Não desejo a morte a ninguém e se a desejasse, não seria ele que estaria no 1º lugar, mas que já chega, já chega!
Um abraço.


De O Chaparro a 2 de Agosto de 2006 às 15:38
acho que aquilo está tornado uma monarquia. sucede-se a familia


De RCataluna a 2 de Agosto de 2006 às 14:49
Cruzeiro e Chico:

Penso que existe um excesso de euforia por parte dos dissidentes cubanos e dos americanos, por exemplo,em relação a este caso. Estamos muito longe de um processo de transição democrática...


De Chico a 2 de Agosto de 2006 às 10:50
Cá para mim, é mais do mesmo.
É uma sucessão dinástica anti-democrática.
Temo que a instauração da democracia em Cuba tenha de ser feita à força.


De Cruzeiro a 2 de Agosto de 2006 às 00:08
vamos aguardar para ver o que vem...


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